23 agosto, 2017

A Técnica do Sapo: Meditando com crianças

Almofada Sapinho



Normalmente não vemos crianças nas salas de meditação junto com os adultos. A meditação zen ou zazen, como fala-se no jargão oficial, não admite distrações e ruídos. As crianças são por natureza inquietas. Os adultos conseguem disfarçar sua inquietação, mas elas não aceitam ser silenciadas.


Há um método que em principio servia para acalmar crianças mais agitadas, com algum medo ou dificuldade de dormir. Elétricas, com energia demais para desligar. 

A técnica do sapinho consiste em colocar uma almofada pequena no formato de um sapinho no barriga da criança e pedir para que ela olhe para o vai em vem da barriga ou do sapo. enquanto ela olha esse vai-e-vem do sapo sua mente desacelera, muda de foco. Ela vai se acalmando e mudando de comportamento. Funciona. E tem sido usada muito em escolas com crianças mais agitadas ou que tem algum problema em casa, ou briguentas. Aquelas que não que conseguem focar nas atividades de da escola ou socializar. 

Mas os adultos também podem e devem usar a técnica com a almofada do sapo. Não é difícil fazer uma almofada pequenina. Veja o molde:


Mila Arts - moldes e PAP: Molde sapinho feltro

Este método também poderia ser usado com crianças de praticantes do zen budismo para integra-los à comunidade. 

É claro que não precisa ser uma almofada formato de sapo. A ideia do sapo é que ele fica parado por bastante tempo.

12 agosto, 2017

Ser Budista é caro?

Ouço com frequência que praticar no Budismo é caro. Que retiros são para quem tem dinheiro. Que mesmo uma palestra com monja Coen é só para quem pode. 

Eu mesma já pensei assim, mas mesmo tendo dificuldades no início, eu juntava o que tinha. Ia atrás da grana. Para ir no meu primeiro retiro fora da cidade, eu vendi meus livros e cds. 

Então esse papo de que o Budismo é para ricos evidencia um hábito tão nosso de querer as coisas de graça, ou por valores mínimos. Fomos acostumados assim, não é nossa culpa. Mas nos esquecemos que o "de graça" não existe. Se vou numa peça com entrada gratuita é porque alguém pagou pela produção. Em geral há recurso público. Recurso público vem de impostos pagos por todos nós. Então, não é gratuito. 

Há pessoas que fazem o esforço de buscar o Dharma custe o que custar e há pessoas que apenas reclamam ou esperam se beneficiar do esforço dos outros. 


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Talvez o Budismo não seja para essas pessoas. Há religiões mais ricas e com mais recursos com portas abertas a cultos sem nada exigir, nem mesmo uma esmola no fim do culto. E há outras que pedem insistentemente seu dinheiro. As opções estão disponíveis, se a sua é o Budismo, prepare-se, trabalhe, ganhe dinheiro e beneficie muitos seres vivos com ele.

Na minha tradição de Zen Budismo há um fundo para ajudar aos alunos que não tem recursos chamado scholarship. Ele serve para ajudar alunos e monásticos no seu treinamento. Acho uma ideia muito boa. Eu nunca usei porque acho que tenho que me esforçar para ir por meus meios. Não sei dizer se no Brasil tem scholarship. Seria bom se tivéssemos pois creio que há pessoas que não podem fazer nenhum investimento num retiro, por exemplo, e que tem conexão verdadeira com o Dhama. Para essas pessoas, as portas parecerão fechados, mas pela minha experiência digo a elas, se tem de fato conexão, não desistam. Eu iria à pé ou de carona, se realmente quisesse ir a um retiro. Pediria dinheiro na rua, venderia bolo, faria uma vaquinha, enfim, com tantas ferramentas não se pode dizer que não há como conseguir.

Por outro lado os professores e seus centros zen ou budistas vivem de doações. Como a maioria que frequentava nada doava, optou-se por cobrar ou sugerir um valor. Se todos fossem honestos e contribuíssem, mesmo com pouco, todos poderiam desfrutar do lugar e dos ensinamentos. Onde a honestidade impera o beneficio é maior. Onde a desonestidade age a seletividade prevalece. Se você não pode ajudar com dinheiro ofereça outro tipo de ajuda. 

Sugestão de Livro: Manual de limpeza de um Monge Budista

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Tá muito em moda a onda de arrumação. As técnicas do minimalismo: menos é mais. Isso nos que transitamos no universo do zen budismo já sabemos. Os que não convivem com comunidades zen budistas ou nunca foram a um retiro zen budista não sabem o que é fazer Samu. A limpeza com atenção plena. Pelo menos o apelo é para que a limpeza seja uma extensão do zazen, mas nem sempre acontece. Continuamos tentando.

Esse livro foi escrito por um monge da tradição Shin Terra Pura. Ele tem muitos amigos na comunidade zen budista e pode consulta-los a vontade por isso ele foca no estilo zen, mas segundo ele não há muita diferença da Terra Pura.

Ele fala de um estilo mais tradicional e antigo de fazer limpeza. Reconhece que muitos mosteiros já se modernizaram e não usam mais os mesmos materiais feitos à mão ou com produtos caseiros. Compra-se muita coisa pronta, como: vassouras de plástico ao invés da vassoura de palha ou de galhos de árvore, usada para varrer o pátio. 

Para quem pretende algum dia ir a um retiro da tradição Soto Zen, por exemplo, pode ir se preparando com esse livro. Quem quer iniciar-se no caminho da organização, limpeza, faxina, também serve. É um outro modo de fazer as coisas, mais calmo, atento, e lento. Não é necessário limpar tudo de uma vez e nem é necessário limpar rápido para depois ficar a toa. A limpeza no estilo zen nunca acaba e nunca começa. Ela é um continuo.

Frequentemente nos retiros cabia a mim limpar os banheiros. Eu olhava e pensava, mas já está limpo. Todavia não era essa a questão. Poderia estar limpo, mas minha mente não estava limpa. Quando terminava de fazer a limpeza eu tinha vontade de deitar no banheiro e ficar ali de tão limpo e perfumado que ficava. E tinha que ser mantido assim por todos que dele se utilizassem. Não é porque tem alguém que limpa as coisas por nós que devemos descuidar da limpeza. Devemos deixar tão limpo quanto encontramos. E se encontramos sujo, ao invés de reclamar, devemos limpar nós mesmos, seja o nosso banheiro, ou o banheiro alheio. 

Para mim tem pouca novidade mas para você que não está familiarizado com as técnicas de limpeza do zen budismo será um belo presente. Aproveite e abra-se para esse universo delicioso que irá leva-lo ao caminho da tranquilidade. Boa leitura. 

29 julho, 2017

Coisas que aprendi no Zen Budismo: O que se tira do lugar volta para o lugar

É comum as pessoas bagunçarem o cenário. E depois ele fica bagunçado até que alguém o arrume. 
No zen não tem a figura de alguém arrumando o que vc. tira do lugar. 
Um exemplo típico, nos retiros e na vida é como deixamos o calçado ao tira-lo. De qualquer jeito, claro. Porque só nos preocupamos em tirar o calçado e nada mais. 

Seja o que for que tocamos interferimos na ordem. Se percebemos isso nós podemos devolver às coisas a sua ordem. Isso não significa ser metódico, ter toque, ou ser organizado. Significa olhar para as coisas e ver que elas estão presentes.

Não me diga que você viu onde deixou o sapato hoje? Mas se viu já esqueceu. Esse ver com atenção é parte do treinamento zen. Não precisa ser budista nem ir a retiros para exercita-lo. Comece a observar o que vc. faz com suas mãos e pés. Como eles criam desordem a sua volta. Se vc. aceita essa desordem e é feliz nela, essa não é a questão. Não se discute ter razão, mas observar o que vc. faz. Suas ações no mundo impactam o mundo. Podem ser inofensivas na maioria dos casos, mas podem ser letais em outros.

Você vai ao banheiro em casa ou público e deixa tudo bagunçado. Você pega um coisa do lugar e larga noutro. Por que fazemos isso? Porque fomos acostumados a ter alguém que arruma as coisas, seja a mãe ou a empregada. Sempre nos comportamos como reis e rainhas sendo servidos por alguém, em casa ou fora de casa, alguém limpa ou organiza nossa bagunça. Por isso não vemos, ou se vemos não achamos importante porque nosso padrão de educação é pobre e viciado.





Eu lembro de levar alguns pitos de minha mestra por tirar as coisas do lugar e devolver de qualquer jeito. Eu pegava o relógio para ver a hora e depois colocava no chão de qualquer jeito, mas o relógio estava na frente da mestra, com o visor voltado para ela e no meio do corpo dela, a alguns centímetros a sua frente. Era ali que ele deveria estar, não de qualquer jeito, pois ela olharia para ele para saber quando começar a meditação e quando acabar a sessão.  

A desordem que criamos reflete como nossa mente está. Quase sempre desatenta.


27 julho, 2017

Conheça a pratica da Kwan Um

Se vc. quer conhecer o estilo de pratica da Escola Zen Kwan Um, todas as terças pela manhã entre 11:55-12:55 haverá um encontro online, via Ustream no You Tube. Basta acessar o link e aguardar o relógio zer. Alguém vai aparecer. Um professor, JDPSN, que conduzirá a pratica, em inglês.

Pratica online

Para acompanhar os cantos baixe o libreto aqui.


30 minutos de meditação

Dois cantos: Heart Sutra em inglês e Great Dharani


Leitura um trecho Compass Of Zen, ZM Seung Sahn



Perdão x Compaixão

Muitas pessoas acham que o perdão cura erros ou marcas. Acho que não. O perdão é uma invenção judaico-cristão. Um paliativo. Uma trégua. Mas o que se fez está feito. No âmbito do carma é como uma marca. Pode ser leve e desaparecer com o tempo. Pode ser profunda e ser levada conosco vida após vida. Supomos que vc. mate alguém. Não há como desmatar esse alguém pedindo perdão à família do morto. O carma se fez e ele é seu. As consequências serão suas também. O mais correto é evitar a ação, o carma. Só isso evita as consequências de uma marca cármica. Portanto não acredito muito em perdão.

No budismo trabalha-se a compaixão. Por-se no lugar do outro e não acima do outro, caso do perdão. Pois quem perdoa perdoa o outro, pressupondo que ele não errou.

Pode-se pedir desculpas, pois vivemos em sociedade e somos educados, mas mesmo o perdão é um ato difícil de se instaurar naquele que pede depois de ter agido mal, de caso pensado ou não. E é difícil para a vitima que está sofrendo as consequências da ação de quem lhe feriu com alguma ação. Se aceitamos, num primeiro momento, esse movimento de pedir perdão-perdoar é porque estamos apenas repetindo um padrão aprendido desde criança. Mas no fundo a marca está lá e para muitos é difícil esquecer.

O que muda não é o perdão, mas mudar os padrões. 

Uma boa ferramenta para diminuir os efeitos do carma é fazer prostrações. No zen faz-se 108 por dia,.Mas se o seu caso é muito, muito grave, não há limite. Quanto mais se faça melhor. Todavia, se vc. nunca fez prostrações comece aos poucos e perceba o que acontece. Se não lhe fizer bem, avalie a situação e deixe essa prática de lado. Mas, obviamente, que sendo um tipo de detox, as prostrações, tendem mais ao desconforto físico e mental que ao conforto.

Na tradição soto zen se recita o verso do arrependimento: 

Sangue-mon

Ga shaku sho zô sho aku gô
Kai yû mu shi ton jin tchi
Jû shin ku i  shi sho shô
Is-sai ga kon kai san gue

Todo carma prejudicial alguma vez cometido por mim
Devido a minha ganância, raiva e ignorância
Nascido de meu corpo, boca e mente
Agora, de tudo eu me arrependo.


Posso tomar remédio para dor da meditação?

Quem nunca tomou um relaxante muscular durante um retiro? Eu não lembrava dessa possibilidade até ouvir de três pessoas, que haviam tomado. Fiquei revirando meu passado e lembrei que sim já tomei quando tive uma tendinite no pé. E outra no pulso. Talvez no início seja comum, mas com o tempo deve-se aprender a aguentar a dor. Se existe uma dor cronica, que já existia, pode-se evitar longos retiros, ou tentar sentar na cadeira. Perguntaram-me: Tomar esses analgésicos influencia na meditação? Não sei dizer. Nunca havia pensado nisso. O analgésico traz um bem estar físico. Sem esse incomodo a mente fica livre para se entregar a meditação? Também não sei dizer. Tenho pra mim que tomar por tomar relaxante muscular, para pular essa etapa do incomodo físico, é, como cortar caminho numa corrida. Soa como trapaça. Enquanto uns estão ali vivendo suas dores outros estão vivendo outras sensações. Antecipando o treinamento, porque, sim, o sentar-se em meditação, é um treinamento, muito mais físico que mental. Mas vencido o processo físico, o mental se fortalece.
Então se eventualmente vc. tem muitas dores há que primeiro tentar corrigir sua postura e respiração para depois, muito depois pensar num analgésico. Mas que ele não seja a sua primeira opção.


Por outro lado cada vez mais temos gerações pouco tolerantes a dor, a frustrações e a esperar. Isso pode dizer muito sobre quem lança mão de um recurso mais imediato. "Não quero sofrer." 

Às pessoas que me perguntaram sobre as dores eu falei da necessidade de aprender a respirar corretamente. A respiração centrada no hara, ou diafragma, aquece o nosso corpo, porque produz calor, o chamado ki. Quando aprendermos a usar o ki na meditação, o desconforto das dores diminuem bastante em alguns momentos até desaparecem. Vejam esse post que escrevi sobre como usar a respiração a nosso favor na meditação. E este Como respirar corretamente. E esse Meditação zen fortalece o hara.




Também é importante fazer bastante alongamento antes e depois da meditação, até aprender a usar o ki, o alongamento vai resolvendo as dores. 

25 julho, 2017

Surpresas acontecem

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Lembrei de uma vez que estava fazendo o caminho de santiago. Num dos albergues havia uma coreana. Ai fui conversar com ela. Perguntei se ela era budista. Ela ou se fez de desentendida ou não sabia o que era. Se declarou cristã. Para mim foi um pequeno choque. Eu brasileira praticando no budismo e uma coreana não ser budista. Mas é assim mesmo. Já se foi o tempo em que você precisava seguir a religião dos pais, dos avós. Mesmo num país onde a religião predominante é oposta a sua escolha. Agora é tudo... Não ainda não é tudo junto e misturado. Infelizmente, ainda não posso dizer esse chavão.

Não faça nada

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Há uma premissa no zen budismo que diz: "Não faça nada." Dependendo de como quisermos entender essa frase pode soar como comodismo, descaso, não tô nem ai, etc. Mas fazer ou não fazer pode ter consequências que não podemos quantificar.

Há pessoas que sentem um chamado para ajudar, para serem solidárias, para doar-se, para lutar, ou se envolver em eventos de combate às  injustiças cotidianas.

Então se vejo alguém roubando numa loja devo ignorar e fazer de conta que não vi ou chamar o segurança?

O fato é que aquela pessoa que está roubando já fez o seu carma e eu chamar o segurança não vai mudar o carma dela. Eu não sei quem é a pessoa, não sei se essa pratica é corriqueira, ou se é a primeira vez, se está sozinha, ou se pertence a uma grupo. Tudo que parece apenas um fato a primeira vista, quando a ação é desvendada muitas coisas ocultas tomam forma.

Não fazer nada indica que devemos deixar que o tempo haja no ritmo que lhe convém. Que as coisas tomem o rumo que devem tomar por si sós.

Ah, mas eu posso impedir que algo mais grave aconteça. Talvez sim, talvez não. Se vc. quer pagar pra ver e assumir as consequências, pode ir em frente.

Mas não tente concertar o que não está quebrado. Apenas tente ver sem apego a situação e se ela demandar sua intervenção ok, mas se não deixe fluir com o momento. 


Na cozinha com o Tenzo: Como fazer missoshiro

really like it :D #japanese #soup:

18 julho, 2017

Na Cozinha com o Tenzo: Como fazer gersal

Como o nome diz gersal é o combinado de gergelim torrado e moído com sal marinho.
É um dos ingredientes servidos para temperar as refeições quentes e salgadas nos mosteiros zen budistas ou em retiros (sesshin) zen budistas estilo japonês.

Para o gergelim não queimar segure a panela sobre a chama vá sacudindo a mesma para 
que o gergelim fique em movimento e não estale saindo da panela. Prefira uma panela com teflon alta e com cabo. Ao moer no liqui delique e verifique se ainda há sementes inteiras ou d~e umas sacudidas no liqui para que a moagem seja homogênea. Guarde num potinho ou num saleiro. Use com moderação. Não para temperar a comida em preparo. É para usar sobre a comida já pronto.
O gersal é usado nos retiros para temperar o Okayo que é uma papa de arroz sem nenhum tempero, servida como primeira refeição do dia.

Fiz com quinoa em grão e também ficou bom. Mas o tradicional é feito com gergelim.

Como fazer GERSAL:

Exibir-se para Existir

Diga como você se exibe e lhe direi qual é o seu vazio.

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"Nada do que possamos alcançar nos faz dignos de louvor, nem de nos acharmos superiores aos outros. 

Só a bondade e a humildade nos ajudam a nos elevarmos e se constituirão como suportes da nossa felicidade no caminho. 

 As pessoas completas são as melhores porque não têm necessidade de competir ou de ter razão. 

Também não precisam aparentar ou mentir, pois o que são aparece nas suas atitudes, na sua moderação e no seu saber estar. 

 Por isso a humildade tem como base o respeito pelos outros e a amabilidade. 

Esse é o pano de fundo dos olhares sinceros, autores destes sentimentos que nascem do coração.

Mas há pessoas que, infelizmente, estão tão vazias que seu ego faz muito barulho. Este tipo de gente não faz mais que se exibir e se vangloriar,não contempla a realidade emocional alheia e precisa demonstrar o seu valor através de palavras ocas e portas entreabertas. 

Este vazio desolador é consequência de uma baixa autoestima, da ausência de possibilidades e de uma educação emocional pobre. Por isso sempre é preciso e importante trabalhar os nossos vazios, carências e capacidades."

Fonte:

Andar o caminho com os sapatos do outro

16 julho, 2017

Na Cozinha com o Tenzo: Como fazer Okayo

Okayo é uma papa e arroz servida como primeira refeição em retiros (sesshins) zen budistas e mosteiros. É uma comida que demanda de tempo de preparo por isso deve-se ter em mente que não se faz de última hora.

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O arroz usado é o arroz japonês, mas não aquele que se faz susshi ou moti. Um arroz branco de qualidade grão pequeno. Na falta desse pode-se usar o arroz cateto ou o integral.

Deve-se lavar o arroz seis vezes ou deixar de molho da noite para o dia seguinte. E depois ainda lavar mais algumas vezes para tirar bem o amido.

Escorrer. Colocar em uma panela com água fria. Cozinhar em fogo alto até ferver. E depois em fogo baixo até virar uma papa.

Em alguns mosteiros pode ser cozido no chá verde torrado.

A quantia depende de quantas pessoas vão comer.

Pode servir mais para sopa ou com pouca água. Nos retiros é mais ralo.


Se vc. quiser fazer para vc. uma refeição meia xícara está bom.

Não tempere antes.

Depois de pronto tempere com gesrsal, pimenta e pode-se acrescentar alguma conserva.
Nos retiros as conservas servidas são de repolho, Umeboshi (cereja em conserva), nabo, ou gengibre.

Em casa pode-se acrescentar algum legume ou verdura.